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Aurea Cruz

Rio Branco (AC)
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Marcio Silva
Comentário · há 10 anos
Participo deste site, porém não tenho formação em Direito. Sou apenas um simples engenheiro da área mecânica. No entanto, minha visão técnica me permite avaliar o Juiz Sergio Moro e a Operação Lava Jato de forma prática e objetiva.
Observo diariamente que seu foco é a Petrobrás, a ex-maior empresa brasileira, junto com o universo das empreiteiras de obras e fabricantes de equipamentos que orbitam ao seu redor.
Penso que a finalidade de tanto esforço por parte do Juiz Moro e de suas equipes (PF, MPF, SRF e outras) é salvar o que resta da Petrobrás, sem deixar de obedecer as leis em vigor, porém sem ficar excessivamente amarrado a detalhes jurídicos que certamente atrasarão o final da Operação e a salvação da capacidade produtiva das empresas.
Como comparação, trago à lembrança que, em 2008 (não faz tanto tempo assim), as três grandes indústrias automobilísticas dos Estados Unidos (GM, Ford e Chrysler) estavam falidas, em virtude de décadas de erros de gestão e falta de agilidade nas decisões.
Quando os três CEOs destas empresas foram, de chapéu na mão, procurar o governo federal norte-americano para obter empréstimos salvadores, o então presidente George W. Bush e seu vice Richard Cheney tiveram opiniões opostas – Cheney queria deixar as empresas falirem e desaparecerem, ao passo que Bush decidiu que não iria, nas palavras dele, “arrancar da tomada da parede o cabo de energia elétrica”. Bush não tinha tempo a perder, a GM e a Chrysler (a Ford apenas um pouco mais folgada) estavam com as reservas no fim e em breve fechariam as portas, deixando fornecedores, clientes, funcionários e governos de mãos vazias. Então liberou a primeira parcela dos gigantescos empréstimos que viriam a seguir, já na novíssima gestão de Barack Obama. Ou seja, Obama também não perdeu tempo com questões menores, imediatamente nomeou equipes para execução do projeto de recuperação, e o resultado está aí – as três empresas, menores porém recuperadas, atuando doméstica e internacionalmente.
Se a Operação lava Jato ficar perdendo tempo com detalhes (importantes juridicamente falando) e não puder manter a agilidade e encerrar rapidamente todo este imbróglio jurídico, em futuro não muito distante a Petrobràs e outras estarão ao lado da Varig, Vasp, Banco Indústria e Comércio, Banco Econômico, Indústrias Matarazzo, e muitas outras que ficaram no passado.
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